Foi preciso perder-te
- Tudo o que eu mais queria
Pra perceber tudo aquilo que tinha.
Chegastes fazendo ventania em mim
Arrebatou-me,
Tornou-se vida.
Depois violando a si e a mim,
Tornastes brisa,
Aos poucos perdeu a força.
E hoje vivo das folhas de outono
Que deixastes em meu jardim
Deise
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Quero escrever o borrão vermelho de sangue

Quero escrever o borrão vermelho de sangue
com as gotas e coágulos pingando
de dentro para dentro.
Quero escrever amarelo-ouro
com raios de translucidez.
Que não me entendam pouco-se-me-dá.
Nada tenho a perder.
Jogo tudo na violência
que sempre me povoou,
o grito áspero e agudo e prolongado,
o grito que eu, por falso respeito humano,não dei.
Mas aqui vai o meu berro
me rasgando as profundas entranhas
de onde brota o estertor ambicionado.
Quero abarcar o mundo
com o terremoto causado pelo grito.
O clímax de minha vida será a morte.
Quero escrever noções
sem o uso abusivo da palavra.
Só me resta ficar nua:
nada tenho mais a perder.
Clarice Lispector
com as gotas e coágulos pingando
de dentro para dentro.
Quero escrever amarelo-ouro
com raios de translucidez.
Que não me entendam pouco-se-me-dá.
Nada tenho a perder.
Jogo tudo na violência
que sempre me povoou,
o grito áspero e agudo e prolongado,
o grito que eu, por falso respeito humano,não dei.
Mas aqui vai o meu berro
me rasgando as profundas entranhas
de onde brota o estertor ambicionado.
Quero abarcar o mundo
com o terremoto causado pelo grito.
O clímax de minha vida será a morte.
Quero escrever noções
sem o uso abusivo da palavra.
Só me resta ficar nua:
nada tenho mais a perder.
Clarice Lispector
Extrato das elegias romanas
Aqui, nesta clássica terra, alegro-me.
O mundo antigo e o Moderno me falam com doces e claras palavras.
Aqui sigo o Preceito, e com a mão jovial folheando as obras muito antigas,
experimento agora um Prazer novo.
Mas, pela noite, Amor me atrai a outros afazeres.
Jamais serei completamente
Douto, em contrapartida me sinto duplamente feliz.
Aprender jamais, talvez, se olho os belos seios ou se modelo ligeiramente
Com a mão os seus flancos.
Só naquele momento compreendo o mármore, reflito,
comparo e vejo com olhar que sente e sinto com mão que vê.
Se minha amiga me rouba mais de uma hora durante o dia,
como troca, me concede depois as horas noturnas.
Nem sempre nos beijamos. Às vezes falamos seriamente.
Depois, se ela adormece, perto dela
Medito. Entre os seus deliciosos braços muitas vezes eu compus
mais do que um verso e delicadamente
sobre as suas costas com o dedo contei as partes do verso.
Ela respira apenas, no sono, e seu respirar me
Penetra até o fundo do meu coração.
Entretanto, Amor alimenta a chama e pensa no tempo em que
costumava ter a mesma imcumbência
O mundo antigo e o Moderno me falam com doces e claras palavras.
Aqui sigo o Preceito, e com a mão jovial folheando as obras muito antigas,
experimento agora um Prazer novo.
Mas, pela noite, Amor me atrai a outros afazeres.
Jamais serei completamente
Douto, em contrapartida me sinto duplamente feliz.
Aprender jamais, talvez, se olho os belos seios ou se modelo ligeiramente
Com a mão os seus flancos.
Só naquele momento compreendo o mármore, reflito,
comparo e vejo com olhar que sente e sinto com mão que vê.
Se minha amiga me rouba mais de uma hora durante o dia,
como troca, me concede depois as horas noturnas.
Nem sempre nos beijamos. Às vezes falamos seriamente.
Depois, se ela adormece, perto dela
Medito. Entre os seus deliciosos braços muitas vezes eu compus
mais do que um verso e delicadamente
sobre as suas costas com o dedo contei as partes do verso.
Ela respira apenas, no sono, e seu respirar me
Penetra até o fundo do meu coração.
Entretanto, Amor alimenta a chama e pensa no tempo em que
costumava ter a mesma imcumbência
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
O mundo
O mundo é pequeno pra caramba
Tem alemão, italiano, italiana
O mundo filé milanesa
Tem coreano, japonês, japonesa
O mundo é uma salada russa
Tem nego da Pérsia,
tem nego da Prussia
O mundo é uma esfiha de carne
Tem nego do Zâmbia,
tem nego do Zaire
O mundo é azul lá de cima
O mundo é vermelho na China
O mundo tá muito gripado
O açúcar é doce,
o sal é salgado
O mundo caquinho de vidro
Tá cego do olho, tá surdo do ouvido
O mundo tá muito doente
O homem que mata,
o homem que mente
Porque você me trata mal
Se eu te trato bem
Porque você me faz o mal
Se eu só te faço o bem
Todos somos filhos de Deus
Só não falamos as mesmas línguas
Everyboby is filhos de God
Só não falamos as mesmas línguas
Everybody is filhos de Gandhi
Só não falamos as mesmas línguas
André Albujanra
Tem alemão, italiano, italiana
O mundo filé milanesa
Tem coreano, japonês, japonesa
O mundo é uma salada russa
Tem nego da Pérsia,
tem nego da Prussia
O mundo é uma esfiha de carne
Tem nego do Zâmbia,
tem nego do Zaire
O mundo é azul lá de cima
O mundo é vermelho na China
O mundo tá muito gripado
O açúcar é doce,
o sal é salgado
O mundo caquinho de vidro
Tá cego do olho, tá surdo do ouvido
O mundo tá muito doente
O homem que mata,
o homem que mente
Porque você me trata mal
Se eu te trato bem
Porque você me faz o mal
Se eu só te faço o bem
Todos somos filhos de Deus
Só não falamos as mesmas línguas
Everyboby is filhos de God
Só não falamos as mesmas línguas
Everybody is filhos de Gandhi
Só não falamos as mesmas línguas
André Albujanra
Trampolim
Você não sofre porque não sente o que eu sinto
Há um iceberg em você que eu tenho que derreter
Que tipo de piscina terá embaixo desse trampolim?
Que pulo que eu vou ter que dar pra não me ferir?
Porque acordar sem você é ficar cego no amanhecer
É assistir o fim do mundo, depois escurecer
E eu no meio disso tudo sem saber
Que já estamos no início do que vamos ser
Hoje eu não acordei
Hoje eu não vou dormir
Hoje eu nunca te dei
Hoje eu quero partir
Paulinho Moska
Há um iceberg em você que eu tenho que derreter
Que tipo de piscina terá embaixo desse trampolim?
Que pulo que eu vou ter que dar pra não me ferir?
Porque acordar sem você é ficar cego no amanhecer
É assistir o fim do mundo, depois escurecer
E eu no meio disso tudo sem saber
Que já estamos no início do que vamos ser
Hoje eu não acordei
Hoje eu não vou dormir
Hoje eu nunca te dei
Hoje eu quero partir
Paulinho Moska
De tanto amor
Ah ! Eu vim aqui amor só pra me despedir
E as últimas palavras desse nosso amor, você vai ter que ouvir
Me perdi de tanto amor, ah, eu enlouqueci
Ninguém podia amar assim e eu amei
E devo confessar, aí foi que eu errei
Vou te olhar mais uma vez, na hora de dizer adeus
Vou chorar mais uma vez quando olhar nos olhos seus, nos olhos seus
A saudade vai chegar e por favor meu bem
Me deixe pelo menos só te ver passar
Eu nada vou dizer perdoa se eu chorar
Roberto Carlos e Erasmo Carlos
E as últimas palavras desse nosso amor, você vai ter que ouvir
Me perdi de tanto amor, ah, eu enlouqueci
Ninguém podia amar assim e eu amei
E devo confessar, aí foi que eu errei
Vou te olhar mais uma vez, na hora de dizer adeus
Vou chorar mais uma vez quando olhar nos olhos seus, nos olhos seus
A saudade vai chegar e por favor meu bem
Me deixe pelo menos só te ver passar
Eu nada vou dizer perdoa se eu chorar
Roberto Carlos e Erasmo Carlos
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Depois de tanto amor
É será melhor
Não procurar
Um novo amor
Até saber
Se o coração
Já se refez
É será melhor
Viver em paz
Eu amei estando só
Portanto a solidão
Não é demais
Se algum dia eu encontrar
Um novo amor
Hei de ter amor pra dar
Amor e paz
Por isso eu vou
Guardar meu peito
Até quando por direito
Este amor chegar
Paulinho da Viola
Não procurar
Um novo amor
Até saber
Se o coração
Já se refez
É será melhor
Viver em paz
Eu amei estando só
Portanto a solidão
Não é demais
Se algum dia eu encontrar
Um novo amor
Hei de ter amor pra dar
Amor e paz
Por isso eu vou
Guardar meu peito
Até quando por direito
Este amor chegar
Paulinho da Viola
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